Em um cenário econômico em constante transformação, a honestidade e a clareza nas relações financeiras se tornam pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável de empresas e instituições.
A transparência nas operações de crédito refere-se à comunicação clara e objetiva entre bancos, fintechs e clientes, garantindo que todas as condições, taxas e encargos sejam apresentados de forma acessível e compreensível.
Esse conceito envolve o cumprimento rigoroso das normas regulatórias, bem como o compromisso ético das instituições em fornecer informações completas, evitando surpresas desagradáveis e riscos jurídicos.
Quando uma instituição adota práticas transparentes, ela fortalece sua reputação e reduz significativamente riscos internos e externos.
Ao basear decisões em informações atualizadas e confiáveis, os bancos promovem relações de crédito mais sustentáveis e constroem um ambiente de negócios pautado na responsabilidade.
Do ponto de vista do tomador de crédito, a clareza nas condições contratuais permite escolhas mais seguras e planejadas.
Essa confiança resulta em fidelização de clientes e estimula o fomento à competitividade no setor bancário, beneficiando toda a cadeia econômica.
Sancionada em 4 de novembro de 2025, a Lei nº 15.252/2025 marca um avanço significativo na proteção do consumidor de serviços financeiros, impondo novos deveres de transparência a bancos e fintechs.
Esses pilares alinham-se aos princípios do Código de Defesa do Consumidor, reforçando o direito à informação prévia e ao consentimento consciente.
Para operacionalizar as mudanças, o Banco Central do Brasil (BCB) e o Conselho Monetário Nacional (CMN) dispõem de até 180 dias para regulamentar detalhes técnicos e de consentimento.
A norma fortalece o artigo 46 do CDC, que exige clareza contratual antes da assinatura, e complementa a Lei do Superendividamento (Lei nº 14.181/2021), atuando de forma preventiva contra o endividamento excessivo.
Ao integrar essas legislações, o sistema financeiro brasileiro solidifica um modelo baseado na boa-fé, na vulnerabilidade do consumidor e na promoção de escolhas conscientes.
A contabilidade exerce papel estratégico na transparência ao fornecer demonstrativos precisos e atualizados que embasam pedidos de crédito e renegociações.
Por meio de relatórios contábeis detalhados, as empresas podem demonstrar sua saúde financeira, facilitando a avaliação de riscos e contribuindo para uma melhor tomada de decisões financeiras por parte dos credores.
Implementar a transparência requer ações práticas e contínuas, integrando processos internos e tecnologias adequadas.
Entre as iniciativas recomendadas, destacam-se:
1. Revisão periódica de contratos e comunicações, garantindo linguagem acessível e completa.
2. Treinamento de equipes em compliance e atendimento, para esclarecer dúvidas de clientes.
3. Adoção de plataformas digitais que permitam acompanhamento em tempo real das operações.
4. Divulgação proativa de simulações de cenários de juros e prazos, sem custos ocultos.
5. Estabelecimento de canais abertos de feedback, valorizando a opinião dos clientes no aprimoramento de processos.
A transparência nas operações de crédito não é apenas uma exigência legal, mas um compromisso com o desenvolvimento sustentável e a confiança mútua.
Ao adotar práticas claras e éticas, instituições e clientes constroem uma base sólida para o crescimento econômico, promovendo um ambiente de negócios mais saudável e sustentável para todos.
Invista na transparência e colha os frutos de relações financeiras equilibradas, com benefícios duradouros para todo o ecossistema.
Referências