Em 2025, os brasileiros demonstram cada vez mais interesse em alocar recursos em mercados internacionais. Essa tendência reflete não apenas o desejo de diversificação, mas também a busca por maiores retornos e proteção contra oscilações cambiais. Ao explorar oportunidades além das fronteiras nacionais, investidores podem aproveitar oportunidades em mercados globais e construir um portfólio mais robusto.
De janeiro a outubro de 2025, o saldo total de aplicações de brasileiros no exterior atingiu US$ 21,8 bilhões, um crescimento anual de 163,9%. Apesar de outubro ter registrado um déficit de US$ 540 milhões, isso representa uma melhora em relação ao mesmo mês de 2024, quando houve saída líquida de US$ 1,5 bilhão. Esses números evidenciam um movimento crescente de diversificação internacional e a busca por estabilidade em ativos estrangeiros.
Investir no exterior oferece vantagens como proteção contra a volatilidade do real, exposição a moedas fortes e acesso a setores não disponíveis no Brasil. No entanto, exige compreensão de fatores cambiais, tributários e regulatórios de cada mercado.
Entre os diferentes ativos, destacam-se:
Em relação a outubro de 2025, o segmento de títulos americanos registrou entrada líquida de US$ 283 milhões, revertendo o déficit de US$ 339 milhões de um ano antes.
Esses dados mostram como diferentes classes de ativos podem complementar a carteira de um investidor mais conservador ou arrojado, dependendo dos objetivos e do perfil de risco.
Enquanto brasileiros buscam oportunidades no exterior, o Brasil também atrai volumes recordes de capital estrangeiro. De janeiro a outubro de 2025, o país recebeu US$ 74,3 bilhões em Investimento Estrangeiro Direto (IED), superando o total de 2024 inteiro (US$ 74,1 bilhões). O acumulado nos últimos 12 meses chegou a US$ 80,1 bilhões, um patamar alcançado apenas em quatro ocasiões anteriores na série histórica.
Em outubro de 2025, o IED foi de US$ 10,9 bilhões, um avanço de 64% sobre o mesmo mês de 2024. Esses recursos fortalecem setores-chave como serviços financeiros, comércio, eletricidade e extração de petróleo, que juntos concentram cerca de 40% do estoque total de investimento estrangeiro.
O Ibovespa acumula alta de 32,25% até outubro de 2025, impulsionado pela maior participação de investidores estrangeiros, que saltou de 55,80% em 2024 para 58,30% em 2025, com aportes de R$ 28,4 bilhões. A recuperação definitiva do mercado ocorreu a partir de agosto, com saldos positivos de R$ 1,1 bilhão em agosto e R$ 5,2 bilhões em setembro.
No cenário global, a eleição de Trump em 2025 trouxe incertezas sobre tarifas de importação, afetando fluxos de capital e comércio internacional. Internamente, programas como a Nova Indústria Brasil (NIB) e iniciativas de previsibilidade jurídica fortalecem a confiança de investidores, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Para quem deseja explorar o mercado internacional, algumas práticas podem elevar as chances de sucesso:
Além disso, dedicar-se a educação financeira contínua e buscar assessoria especializada garantem uma jornada mais segura e consciente.
Em um mundo cada vez mais interconectado, investir no exterior não é apenas uma alternativa, mas uma estratégia fundamental para quem busca proteção contra flutuações locais e exposição a oportunidades de crescimento acima da média. Com disciplina, planejamento e visão de longo prazo, todo investidor pode ampliar seus horizontes financeiros e colher os frutos de uma carteira global.
Referências